sábado, 30 de agosto de 2014

Fiperj inova em treinamento com integração de corpo técnico que tem 81 servidores do concurso de 2012

Encontro será aberto por secretário de estado às 19h desta            sexta, 29, e vai até domingo, 31, em Búzios - RJ

Com foco nas ações de pesquisa, fomento e extensão (assistência técnica) que leva a pescadores e produtores rurais fluminenses, a Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj) promove uma atividade bem diferente de seu dia a dia de peixes, moluscos, camarões e outras espécies de pescado. É o treinamento dos 81 servidores do concurso de 2012 (31 deles contratados no mesmo ano e os outros 50, em março de 2014), que visa a capacitação com integração de todo o corpo técnico. Para tanto, o evento reunirá os chefes dos 12 escritórios regionais existentes no estado, coordenadores, diretores e o presidente da Fiperj, Mirinho Braga, além do secretário de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca, José Bonifácio, que fará a abertura às 19h desta sexta-feira, dia 29, no Colonna Park Hotel, em Búzios, onde o encontro acontece até domingo, 31.


Durante o treinamento, os servidores (biólogos, oceanógrafos, zootecnistas, engenheiros de aquicultura e até veterinários) serão apresentados à estrutura organizacional da Fiperj e da Secretaria (a Sedrap, que tem a Fundação entre os órgãos vinculados), recebendo ainda conhecimentos da missão das duas instituições. Como não poderia deixar de ser, haverá também palestras sobre pesca, aquicultura, produção pesqueira e ações de pesquisa e extensão, com foco na assistência que levamos na ponta e até avaliações de estudos voltados à aquicultura, como a produção de moluscos bivalves (mexilhões e ostras) ricos na região das Baixadas Litorâneas”, resume Mirinho Braga.

O biólogo marinho Augusto Pereira, servidor que está na Fiperj desde sua criação, em 1987, e hoje é diretor de Pesquisa e Produção, adianta que o evento trará ganhos diferenciados na preparação do corpo técnico, com melhores expressivas no atendimento em geral.

- Queremos capacitar nossos profissionais sobre os projetos que desenvolvemos. Além de prontos para a prática, é importante que estejam aptos a prestar orientação sobre o trabalho da Fiperj, que estava quase fechando em 2011, quando passou à estrutura da Sedrap. Na época com 23 anos, a Fundação tinha apenas oito concursados, três unidades de atendimento e três viaturas. Graças à atuação da Secretaria, em três anos já são quase 30 veículos, um quadro efetivo de 91 servidores (resultado do concurso de 2012, segundo da história da instituição) e 17 frentes de atuação, 12 delas escritórios regionais com os quais levamos assistência a todo o estado - comemora o biólogo marinho Augusto Pereira.

Novos servidores - O aumento do quadro efetivo da Fiperj para 91 cargos de nível superior - 33 extensionistas (assistentes técnicos), dez técnicos de recursos pesqueiros e sete pesquisadores - foi garantido pela Lei nº 6689/14, de 11 de fevereiro. Com a medida, a Sedrap pôde investir na implantação de mais sete escritórios regionais da Fundação (Miguel Pereira, na Região Centro-Sul Fluminense; Piraí, Região do Médio Paraíba; Duque de Caxias, na Região Metropolitana; Cabo Frio, nas Baixadas Litorâneas; Nova Friburgo, na Serrana; Macaé, no Norte Fluminense; e Itaperuna, no Noroeste Fluminense), aumentando os trabalhos de pesquisa e apoio a pescadores e produtores rurais. 

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Câmara de Pádua aprova subvenção ao Asilo Nossa Senhora do Carmo

Tramitou na Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Pádua projeto de Lei de autoria do Poder Executivo que concede subvenção ao Asilo Nossa Senhora do Carmo.
O projeto de Lei foi aprovado por unanimidade entre os edis. Esta ação irá garantir que o Poder Executivo Municipal conceda uma ajuda financeira mensal ao Asilo.

Esta subvenção concedida ao asilo paduano atende uma reivindicação do vereador Antônio Carlos Bastos da Cunha, conhecedor da rotina de trabalho e, necessidades destas instituições que abriga, cuida e melhora a qualidade de vida de idosos.
“Para que essa instituição possa desempenhar sua função com dignidade era necessária a aprovação desta ajuda financeira. É mais uma conquista para eles e para os pacientes desta instituição. Estou feliz que todos entenderam essa necessidade. A partir de agora tenho certeza que o trabalho será realizado com mais estrutura, uma vez que amor dos dirigentes e profissionais que lá trabalham, não falta”, disse o vereador Tenente Bastos.
Outras ações importantes vêm sendo desenvolvidas e pleiteadas pelo vereador Tenente Bastos neste segundo semestre Legislativo, entre elas está o pedido de que seja viabilizado a complementação de construção da calçada, no trecho compreendido, entre o Sesi até a Universidade Federal Fluminense.
O pedido de construção de uma praça de lazer no Morro da Caixa D’água, instalação de um sinal de transito e faixas de pedestres na Rua João Jasbik, na altura do IFF, já pensando na segurança dos futuros alunos, está nas metas a serem conquistadas para a comunidade.
A colocação de um caixa eletrônico do tipo 24 horas no entorno do Fórum de Pádua também é outra ação de Tenente Bastos para melhorar o dia a dia do cidadão paduano.





terça-feira, 26 de agosto de 2014

Governo do Estado do Rio presta esclarecimentos em Santo Antônio de Pádua sobre a obra de Mitigação do Rio Pomba

Membros da sociedade civil organizada e entidades de Santo Antônio de Pádua, preocupados com o início das obras de mitigação do Rio Pomba, iniciaram um grande movimento em busca por respostas às reais intervenções que serão feitas na cidade.

A Apaca, Associação Paduana de Canoagem deu o pontapé inicial a este debate na Câmara de Vereadores, onde solicitava das autoridades do Governo do Estado maiores esclarecimentos sobre as obras. Depois da publicação de uma reportagem no jornal A Folha, um dos mais importantes e lidos no Noroeste Fluminense, onde entidades e cidadãos deixavam claro o descontentamento com a falta de informação.
A reportagem veiculada neste periódico alimentou, no coletivo das cidades, envolvidas no projeto, o descontentamento e, até mesmo uma recusa em que as obras fossem realizadas.
Para dirimir todas as dúvidas a respeito do tema, esteve em Santo Antônio de Pádua na última quinta-feira, dia 21 de agosto, o Subsecretário de Estado de Projetos e Intervenções Especiais da Secretaria de Meio Ambiente, Antônio da Hora. Ele se reuniu no gabinete do prefeito Josias Quintal de Oliveira com os vereadores Alexandre Brasil, Luis Carlos Tourinho. Estiveram presentes ainda: Renê Justen (Superintende do Inea na região do Baixo Paraíba).
Durante o encontro, o prefeito paduano deixou claro ao subsecretário o interesse e a importância da obra para o município, bem como, compartilhou as preocupações da comunidade ao mesmo.
Alexandre Brasil, vereador paduano, considera a obra de grande necessidade e importância, bem como defendeu que maiores esclarecimentos sobre o projeto sejam repassados a comunidade.
“Este é um projeto de grande envergadura. Sou grato ao Governo do Estado pela realização da obra em nossa cidade. Creio que se estabelecermos uma comunicação maior, levando em conta as reivindicações da comunidade, o projeto seguirá com maior tranqüilidade. Queremos sim a obra, e as devidas correções”, ressaltou o prefeito paduano Josias Quintal.
Após ouvir as autoridades paduanas, Antônio da Hora explicou que a intenção do Governo do Estado com a obra de mitigação é de salvar vidas, amenizar prejuízos e melhorar a qualidade de vida das cidades atingidas. Segundo ele haverá respeito às solicitações realizadas pelas autoridades de cada cidade abrangida, de modo que a obra possa ser executada sem temores.
Antônio da Hora ainda participou de uma sabatina na sede da Loja Maçônica Paduana, onde representantes de entidades e interessados puderam retirar dúvidas.
A obra não será paralisada, pelo contrário, inicia-se com força e em conformidade com as Prefeituras.
A postura do prefeito paduano foi elogiada. Ele realizou um discurso progressista e positivo. Josias Quintal também deixou claro que toda a execução da obra será realizada em conformidade com as demandas da sociedade paduana.
O que é importante saber sobre a obra de Mitigação do Rio Pomba e Muriaé:

O que é mitigação: Ato, desenvolvimento ou consequência de mitigar e/ou atenuar; aliviamento, diminuição do mal; alívio; consolação. l
As intervenções, que receberão investimentos de aproximadamente R$ 653 milhões, com recursos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, abrangem a construção de duas barragens e dois extravasores, além de obras de derrocamento (retirada de pedras) e de desassoreamento (retirada de areia, lama), drenagem e urbanização.

Serão construídas duas barragens para o controle de cheias e dois extravasores no Rio Muriaé, antes das cidades de Laje do Muriaé e de Itaperuna. Também serão executadas obras de derrocamento e desassoreamento, drenagem e urbanização ao longo do leito dos rios Muriaé e Pomba dentro dos limites urbanos.

As barragens e os extravasores têm por finalidade desviar, em momentos de fortes chuvas, as águas excedentes do Rio Muriaé – que corta as cidades de Laje do Muriaé, Italva, Cardoso Moreira e Itaperuna – para fora dos seus limites urbanos. As águas excedentes serão desviadas para um canal, retornando para o leito do rio em trecho após as cidades.

Explosões: sim, elas serão realizadas, mas nada que cause pânico, fogos, estrondos no perímetro urbano. Segundo Antônio da Hora será utilizado o plasma, introjetado dentro das rochas, de modo que haja um processo de expansão no interior da mesma, sem causar os efeitos conhecidos de uma explosão clássica. Peixes e flora não serão afetados, garantiu.
Realização: o projeto foi idealizado por uma empresa Portuguesa, especializada em águas, de renome internacional.
Intervenções: Todas as dúvidas, críticas e sugestões devem ser enviadas as Prefeituras. Elas terão a responsabilidade de intermediar demandas entre os interessados e a empresa realizadora.
Diques: O projeto prevê a construção de diques de barragens em grandes áreas do perímetro urbano. Esses diques terão a função de evitar estrambordo de água. Rede de esgoto e valões que deságuam nos rios seguirão paralelamente do lado externo do dique por canais cobertos, de modo que não se acumule resíduos e cheiro, explicou o subsecretário.

As cheias do rio Muriaé atingem as cidades de Laje do Muriaé, Italva, Cardoso Moreira e Itaperuna e as do rio Pomba a cidade de Santo Antônio de Pádua.

As chuvas de 2012 deixaram 19 mortos, mais de 12 mil desalojados e 3.340 desabrigados. Além do impacto social, as enchentes causam grandes prejuízos à economia da região. Segundo dados de pesquisa realizada pela Firjan, só em janeiro de 2012, as chuvas causaram um prejuízo de R$ 30 milhões às empresas que atuam na região. 


Ascom Câmara de Pádua
Sandro Olivier